Depoimentos

De Coiote a Trem Ki Voa: Motivação que realiza sonho

Evando de Medeiros, ex- participante, atual residente de Munique – Alemanha, ingressou para a equipe em 2002, quando esta ainda se chamava Coiote. Ele percebeu que apesar de terem competido no ano anterior, o grupo não tinha toda a motivação e força que possui hoje. A decisão para disputar naquele ano foi em cima da hora, já que tinham escolhido não participar. Contudo, para não perder o ritmo de competição, eles voltaram atrás, e iniciaram o projeto em junho para entregar o relatório no fim de julho.No ano seguinte, 2003, a equipe ainda se chamava Coiote. A mudança de nome, decisão unânime entre os membros, para “Trem Ki Voa” aconteceu em 2004, quando Evando era capitão da equipe. “… decidimos mudar o nome da equipe para ‘Trem Ki Voa’ refletindo um teor mais regional e mineiro de ser… ‘comendo pelas beiradas’ e ‘devagar e sempre’ […] Isso foi realmente mais do que um rebatismo, acho que foi aí que a gente entendeu realmente a importância do projeto. Após varias discussões, a gente percebeu que Coiote não era a nossa ‘cara’ (além do mais, o coiote sempre perde pro Papa-Léguas)”. O ano foi difícil para a equipe, que contava com 4 integrantes, sendo que dois eram calouros, mas mesmo assim eles conseguiram um colocação razoável para as condições da época e, com isso, a motivação aumentou.

No começo, o maior desafio era criar uma identidade para a equipe e desenvolver uma cultura aeronáutica, já que eles não contavam com conhecimento básico de engenharia, planejamento e execução. Nesse período, eles construíram a primeira asa que voou, feita de isopor, o que deixava- a bem pesada, mas mesmo assim o avião voou. Em 2005 houve uma reestruturação da equipe e ela foi dividida em grupos de estudo ( Aerodinâmica, Estruturas, Estabilidade e Desempenho).

Evando assumiu vários cargos durante sua participação. Iniciou como calouro, passando por cargos gerais, até assumir como capitão e desenvolver projetos conceituais, de estabilidade, análise e desempenho. Em seu último ano, atuou como consultor de projeto e responsável por cálculos de estruturas.

Para ele, mesmo não ganhando troféus nos anos iniciais, ver o avanço da equipe já é uma sensação de conquista, tendo sido muito prazeroso fazer parte desta história. E apesar dos muitos ensinamentos, Evando confessa que a lição mais forte que aprendeu foi que “para se atingir a meta, não basta um sonho. Trabalhar em cima dele, dedicar, suar, abrir mão de outras coisas é parte disso. E além do mais, aprendi que motivação e trabalho árduo são extremamente contagiosos. Assim, quando o grupo é dedicado, uma coisa puxa a outra, e a noite nunca chega ao fim. Acho que isso o Raulzito já tinha sintetizado décadas atrás: ‘sonho que se sonha só, é um sonho que se sonha só, mas um sonho que se sonha junto é realidade’”.

2002 12004 1

Texto: Hugo Pacheco e Maria Luisa Mello

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